Chile aposta em pacote econômico para impulsionar crescimento acima de 2%

O presidente do Chile, José Antonio Kast, apresentou ao Congresso, nesta quarta-feira (22), um ambicioso plano econômico com 40 medidas voltadas à retomada do crescimento e ao estímulo da atividade produtiva. Batizado de Projeto Nacional de Reconstrução, o pacote reúne ações focadas na redução de impostos, incentivo aos investimentos e geração de empregos.

A proposta surge em meio ao desafio de reverter o ritmo moderado da economia chilena nos últimos anos. O objetivo central do governo é elevar o crescimento anual do país para além da média de 2%, considerada insuficiente para atender às demandas sociais e econômicas da população.

Entre as principais medidas está a redução do Imposto de Primeira Categoria (IDPC), que incide sobre a renda das empresas. A alíquota, atualmente em 27%, deverá cair para 23%, numa tentativa de aliviar a carga tributária sobre o setor produtivo e estimular novos investimentos.

Outra iniciativa relevante do pacote é a isenção do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) na venda de imóveis novos. A medida busca destravar o mercado imobiliário, que enfrenta dificuldades devido ao alto custo das propriedades. Segundo o plano, há um estoque estimado de cerca de 100 mil moradias disponíveis que não encontram compradores, cenário que o governo pretende reverter com a desoneração tributária.

O conjunto de propostas também visa melhorar o ambiente de negócios no país, com foco em atrair capital e ampliar a geração de postos de trabalho. A estratégia do governo chileno combina estímulos fiscais com ações voltadas à reativação de setores considerados estratégicos para a economia.

O envio do projeto ao Congresso marca o início de um debate que deve envolver diferentes setores políticos e econômicos. A expectativa é que as medidas sejam analisadas sob o impacto potencial na arrecadação pública e na sustentabilidade fiscal, ao mesmo tempo em que se avalia sua capacidade de impulsionar o crescimento.

Com o novo plano, o governo aposta em uma agenda de reformas para reposicionar a economia chilena em um ciclo de maior dinamismo, buscando equilíbrio entre estímulo ao investimento e responsabilidade fiscal.

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